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“Ama-te a ti mesm@ e amarás os deuses e o universo”

  • Foto do escritor: Zélia Mota e Costa
    Zélia Mota e Costa
  • 23 de fev.
  • 1 min de leitura

Ele começou a falar com ela. Ela gostou dele e passou a acompanhá-lo sempre que podia. Nos dias que corriam, só contavam as horas que passavam juntos.

O tempo foi passando e as palavras não chegaram. Nunca se mostraram nas conversas que tinham sobre nada. E tinham tanto para dizer!


Aos poucos, ele deixou de lhe falar, e Olívia viu isso à luz do medo que a emudecia: Ninguém podia gostar dela. Sofria por se crer indigna de atenção, e, por ter acreditado no que lhe contaram sobre si, tornou-se cúmplice na confirmação da sua falta de valor.

 

Falamos dela, mas podíamos estar a falar dele, ou deles. Ninguém está a salvo do sofrimento que resulta de se julgar inferior, inadequad@ e fadad@ à rejeição.

 

E se eles deixassem de acreditar que é preciso ser perfeit@ para se ser amad@? E se começassem a aceitar os seus limites, a sua humanidade? Talvez se pudessem abrir à vulnerabilidade que permite conhecer, compreender e amar e, paradoxalmente, recuperar a capacidade de se indignarem e defenderem d@s que, porque não se conhecem e não se amam, usam e abusam da fragilidade d@ outr@. 

 

Lembrando que só amamos o que conhecemos, poderíamos reescrever a antiga frase grega “Conhece-te a ti mesm@ e conhecerás os deuses e o universo” para: “Ama-te a ti mesm@ e amarás os deuses e o universo”.



 
 

Zélia Mota e Costa Psicóloga . Psicoterapeuta

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